terça-feira, 25 de agosto de 2020

Egoísmo, Péssimo Companheiro

  

        Queridas crianças, vocês sabem o que é egoísmo?

        Egoísmo é um dos piores defeitos de muita gente. A pessoa egoísta é aquela que deseja tudo para si e não divide nada com ninguém. Existem adultos egoístas, jovens egoístas e também crianças egoístas.

        Esse é o caso de Renato.

        Mas não é o seu caso, não é mesmo?

        Pois bem, Renato era um menino que jogava futebol todas as tardes no clube da cidade. Sempre conseguia fazer gols.

        Por isso mesmo deixou que o egoísmo crescesse em seu coração. Isso só veio prejudicá-lo. Em campo, fazia prevalecer sua opinião e não aceitava sugestões dos companheiros. Como capitão que era, gritava com todos como se somente ele fosse dono da verdade. Seus amiguinhos começaram a deixar de admirá-lo e pegaram aversão por ele.

        Faziam os comentários mais negativos possíveis, tais como:

        -Renato pensa que é esperto, mas não é.

        -Ele ainda vai arrumar confusão!

        -Vamos nos unir e ficar na marcação dele.

        -Isso mesmo, afinal quem ele pensa que é?

        -Não é mais do que ninguém.

        -É apenas um egoísta que não divide oportunidades conosco.

        E assim o tempo passava e mais inimigos Renato fazia.

        No jogo que participou por ocasião do aniversário do clube, arrumou briga com o juiz e bateu o cotovelo de propósito no estômago de Niquinho, do time adversário. Aprontou pra valer e devido ao seu temperamento difícil, seu time acabou perdendo.

        Seus parceiros ficaram furiosos, pois, se ele tivesse passado a bola ao Eduardo nos instantes finais, com certeza o gol de empate teria acontecido, já que a posição de Eduardo estava mais favorável ao gol. E daí a vitória não teria sido impossível.

        O time perdeu a premiação e seus companheiros ficaram inconformados.

        Comentavam:

        -O que adianta continuar com Renato como capitão?

        -Não dá mais, ele se tornou antipático, com seu egoísmo.

        E resolveram falar com Marcílio, o treinador do time. Após algum tempo de conversa, ficou decidido que o novo capitão do time seria Eduardo, garoto respeitador e educado. Podia até não fazer tantos gols como Renato, mas tinha mais visão de conjunto.

        E assim, Renato deixou de ser o capitão. Após essa dura lição, o menino compreendeu que quem não sabe fazer amigos, amigos não tem.

 

Teste do Egoísmo

 

        Vamos fazer o teste do egoísmo? Faça um X na resposta que você escolher, de cada questão:

 

       1. Você compra balas sempre que tem vontade. Mas, certo dia, você não tem nenhuma bala. De repente, acha uma bala embrulhadinha em frente sua casa. Quando você pega a bala, justo naquele momento, está passando uma criança pobre. Ela olha a bala e você percebe que ela tem vontade de chupar aquela bala. O que faz?

(  ) Fica com muita pena, mas não dá a bala.

(  ) Dá a bala à criança, lembrando que poderá comprar outras.

 

       2. Sua mãe fritou batatinhas. Você chega para almoçar e traz um amiguinho(a) para almoçar em sua casa. Você está com muita vontade de comer todas aquelas batatinhas. O que faz?

(  ) Divide-as em partes iguais com seu amiguinho(a).

(  ) Deixa a menor parte para ele(a).

 

       3. Você tem seus brinquedos. Várias crianças estão em sua casa para brincar. Uma das crianças fica sem nenhum brinquedo, não sobrou para ela. Ela fica triste num canto. O que você faz?

(  ) Convida-a para ser seu par, dividindo seus brinquedos com ela.

(  ) Não a convida, esperando que alguém faça isso.

 

       4. Você ganha uma quantia em dinheiro que dá para comprar duas bolas de sorvete. Chega na sorveteria e espera a sua vez de ser atendido(a). Enquanto espera, percebe que a senhora ao seu lado pergunta o preço da bola de sorvete. Vê que ela tira uma moedinha do bolso. Escuta quando diz à funcionária: não vou tomar sorvete, minha moedinha não é suficiente para pagar nem uma bola. O que você faz?

(  ) Fica em silêncio e não paga uma bola para ela.

(  ) Sente dó e resolve tomar uma bola só e pagar uma para ela.

 

       5. Sua mãe está com gripe. Pede para você guardar a louça do almoço. Você detesta guardar louça. O que faz?

(  ) Compreende que sua mãe está doente, precisando de ajuda e guarda a louça.

(  ) Reclama e resolve não guardar. 

 

       Atenção: Se nas 5 questões você ajudou as pessoas, parabéns! Você não é egoísta. Com certeza, terá muitos amigo

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Como Está Seu Quarto?



        Tatiana é filha do casal Marinete e Teobaldo.
        O papai Teobaldo e a mamãe Marinete fizeram muita economia para conseguir montar um quarto bonito para Tatiana, quando ela nasceu. Tudo lindo! Vários brinquedos... Mas, conforme Tatiana foi aprendendo a andar e crescendo, foi ficando muito bagunceira. Marinete limpava, limpava, deixava o quarto cheirosinho, mas... coitada! Daí a pouco, tudo desarrumado...
        A menina vivia escutando de sua mãe:
        -Tatiana, não deixe o prato no chão. E esse copo? O lugar é na cozinha. Por favor, coloque seus brinquedos na caixa. Filha, toda criança deve cuidar bem de seu quarto e de seus pertences. Não é fácil juntar dinheiro para comprar móveis, roupas, brinquedos. Se não cuidarmos tudo acaba estragando.
        Ela respondia:
        -Ah, mãe, sou muito nova para trabalhar!
        -Mas filha, não estou pedindo para você trabalhar. Quero apenas que cuide do que é seu. Ontem largou até restos de comida no chão.  Juntou tanta formiga... Como é feio ser relaxada! Aliás, você me contou que sua professora ensinou que as crianças descuidadas só têm a perder com isso.
        -Mãe, pare de implicar... Deixe-me viver em paz, arrume alguém para ajudar!
        -Filha, você sabe que não temos condições.... E depois, mesmo as empregadas, não têm obrigação de pegar restos no chão.
        E prosseguia dizendo:
        -Qualquer dia você vai passar vergonha.
        Sem nunca conseguir convencer a filha, pacienciosamente punha-se a limpar o quarto de Tatiana.
        O tempo passou e Tatiana já estava com sete anos. Marinete decidiu arrumar um emprego, o dinheiro que o marido ganhava era pouco. Conseguiu empregar-se como secretária de um advogado.
        A vovó Lindaura vinha todos os dias tomar conta de Tatiana. Como já era velhinha, não tinha condições de colocar a casa em ordem. Marinete, coitada, trabalhando o dia todo, não podia mais se dedicar tanto à limpeza. Cansada, passou a fazer a faxina somente aos sábados. O quarto de sua filha, durante a semana, ficava horrível.
        Certa ocasião, Tatiana contraiu uma gripe e teve que faltar três dias da escola. Sua professora, Doroti, preocupada, resolveu ir à casa da menina ver o que estava ocorrendo. Afinal, não era longe.
        Ao apertar a campainha, D. Lindaura veio atendê-la. Com gentileza, a boa velhinha disse:
        -Boa tarde. O que deseja?
        -Sou Doroti, professora da Tatiana. Vim saber porque ela está faltando da escola.
        -Ela pegou uma gripe. Mas já está quase boa. Quer entrar para vê-la?
        -Quero sim. Fiquei preocupada.
        -Entre. Ela está no quarto. Vamos até lá.
        Quando Doroti entrou no quarto de sua aluna, até assustou, tamanha era a desordem. Nada estava no lugar. Todavia, nada disse. Com afeto beijou Tatiana e perguntou como ela estava.
        Tatiana, vermelha de vergonha, respondeu que tinha melhorado e que no dia seguinte iria à escola. Como se não bastasse, aconteceu o pior.
        Doroti não reparou numa casca de banana perto da porta do quarto e na hora de ir embora, levou um tremendo dum escorregão. Não conseguiu se equilibrar e... o tombo foi feio.
        A menina, pedindo muita desculpa, ajudou a professora levantar.
        Doroti, disse que não tinha sido nada. Tatiana, entretanto, percebeu que ela havia machucado o cotovelo, ao batê-lo com força no criado-mudo próximo à porta. Viu que a professora não conseguiu segurar as lágrimas devido à dor.
        D. Lindaura, ao acompanhá-la até o portão, desculpou-se com a mestra.
        Após a saída de Doroti, quem chorou a valer, foi a menina; chorou de vergonha pelo seu relaxo.
        Até esqueceu que estava saindo de uma gripe. Rapidamente, colocou tudo no lugar e limpou o chão, propondo para si mesma deixar as coisas no lugar daquele dia em diante.
        E assim realmente fez. Hoje, após brincar, estudar e comer, Tatiana arruma direitinho seu quarto.
        Só que... nunca mais esqueceu o tombo da professora. E sempre que lembra disso fica muito chateada. É... ouvir a mamãe sempre é bom...

        Maria Nilceia


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Preciso Ajudar Mamãe




        Hoje, vou contar-lhes a história de Cíntia, filha de D. Paula.
        D. Paula trabalhava bastante, lavando e passando roupas de várias pessoas, que todos os dias chegavam com grandes trouxas em sua casa.
        Sua intenção era juntar dinheiro para comprar uma televisão.
        Sua filha Cíntia não gostava de ajudar, só queria saber de brincar.
        -Cíntia, venha me ajudar a recolher a roupa... Vai chover e os varais estão cheios! Dizia a mãe à filha.
        -Já vou mãe, deixe-me fazer mais algumas bolinhas!
        Mas... a menina não ia. D. Paula tinha que recolher tudo sozinha.
        Esse era o grande defeito de Cíntia: não gostava de auxiliar, era preguiçosa.
        Depois de muito lavar e passar, a Sra. Paula conseguiu juntar o dinheiro necessário para comprar a televisão.
        E assim, chegou feliz em casa naquele dia. Chamou a filha e lhe disse:
        -Cíntia, comprei a televisão. Só que ela vem de outra cidade, porque na loja daqui está em falta. Eles mandaram buscar.  O caminhão trará amanhã. Se você escutar alguém batendo na porta, avise-me, pois, se eu estiver lá no tanque lavando roupas, pode ser que não escute.

Sra. Paula lavando roupas

        Se não abrirmos a porta, a televisão será levada para a loja e só será trazida quando o caminhão tiver que fazer mais alguma entrega.
        -Que bom! Que bom! Não precisarei mais ir à casa da vizinha para assistir televisão!
        Ter uma televisão era o que ela mais queria.
        No dia seguinte, chegou o caminhão.
        D. Paula estava lavando roupa. Com o barulho da água, não ouviu as batidas de palmas. Cíntia estava deitada em sua cama e ficou com preguiça de levantar. Achou que não era o caminhão. Continuou deitada.
        E o motorista... deu a partida!
        De repente... Cíntia, ao prestar atenção no barulho da partida, percebeu que era o caminhão, e que o mesmo já estava indo embora. Pulou da cama, correu, abriu a porta, gritou para o motorista. Não adiantou. Ele não ouviu e virou a esquina, voltando à loja.
        Cíntia se pôs a chorar arrependida. Havia planejado assistir em casa um programa tão legal...
        -Ah! Preguiça inimiga! Disse ela. Vá para longe de mim, não te quero mais. De hoje em diante cumprirei meus deveres.
        E correu para o quintal. Soluçando, contou para sua mãe o que tinha acontecido. D. Paula respondeu:
        -Agora não adianta chorar...
        A menina olhou para o chão e viu quanta roupa para ser estendida no varal. Resolveu ajudar. Não queria mais ser preguiçosa:
        -Mamãe, vou auxiliá-la! Agora compreendo o quanto errei!
        É isso aí, amiguinho, ajude a mamãe sempre que ela precisar. Seu coração precisa brilhar com amor!

        Maria Nilceia

domingo, 21 de junho de 2020

Prece, Alimento da Alma




        Flavinho, menino guloso, gostava de almoçar e jantar bastante. Comia muitos doces, tomava sorvete sempre, enfim, estava sempre procurando algo para comer e nunca ficava satisfeito. Vivia aborrecido com tudo. Abria a geladeira a todo momento.
        Sua mãe, D. Vera, começou a ficar preocupada e resolveu levá-lo ao médico. Achou que o menino estava com vermes.
        Dr. Pedro examinou Flavinho e pediu vários exames. Tudo negativo. Pedrinho não tinha vermes, os exames acusaram saúde normal. Mas o garoto não parava de comer. Curioso... quanto mais ele comia, mais nervoso ficava. Brigava por pouca coisa, ninguém aguentava mais. D. Vera teve uma ideia e disse ao seu filho:
        -Flávio, você anda tão briguento, nervoso, come sem parar... isso é sinal que está infeliz. Vamos juntos pedir orientação à sua evangelizadora? Ela é boa e gosta de você. Quem sabe poderá dar conselhos que o ajudem, não é mesmo?
        Flavinho respondeu:
        -É sim, mãe. Ela sempre tem palavras adequadas para todos os casos.
        -Então vamos.
        E lá se foram os dois à procura de Sílvia, a evangelizadora.
        Sílvia, que conversava com Carol, sua amiga, pelo telefone, explicou que depois elas continuariam o bate-papo e despediu-se de Carol para atender Vera e Flavinho.
        Assim que os beijou, notando uma certa tristeza no olhar dos dois, percebeu que havia um problema a ser resolvido. E perguntou:
        -O que aconteceu, meus queridos?
        Vera disse:
      -Sabe o que é Sílvia, estou preocupada com o Flávio. Ele tem comido sem parar, mas não está doente; anda nervoso e briguento. Você poderia dizer algo para nos ajudar?
        -Posso sim.
        E, carinhosamente passou a mão na fronte do aluno, dizendo-lhe:
        -Flavinho, o que está acontecendo com você é muito simples. Você está alimentando somente o seu corpo e se esquecendo de alimentar a alma. Aliás, para alimentar o corpo, temos que gastar tanto, não é mesmo? Mas, para alimentar a alma, não temos que gastar nada, é só pedir e o alimento vem de graça, repleto de energias para dar-nos a verdadeira saúde.
        O menino arregalou os olhos e respondeu:
        -Tia Sílvia, não estou entendendo, que alimento é esse que a senhora está falando?
        A professora, abraçando Flavinho, explicou-lhe:
        -Querido, estou me referindo ao fato de que é preciso orar sempre. A prece é o alimento da alma. E, quem possui a alma alimentada, não fica nem briguento, nem nervoso.
        Ele sorriu para ela e pediu:
        -Então, tia Sílvia, ensine-me uma prece bem cheia de vitaminas espirituais; quero orar todos os dias, a começar de hoje.

        Prece da Tia Sílvia:
        “Jesus, peço-Vos bênçãos e luz!
        Mandai-me vitaminas espirituais, quero ser feliz, calmo, sorrir para todos e não brigar com ninguém, nem com mamãe. Desejo levar a paz por onde eu passar, doar amor a todas as pessoas, ser amigo de verdade das outras crianças, dar bons conselhos aos meus amiguinhos que cometem maldades; quero ajudar a Natureza, tratando bem os animais e os vegetais, não poluindo o solo, nem a água.
        Mestre, sou feliz por ver as estrelas, por sentir o calor do Sol todos os dias, sou feliz ao molhar os pés nos riachos, sinto-me alegre por poder sorrir e amar.
        Obrigado por eu ter oportunidades de  correr, brincar e cantar.
        Obrigado, Jesus, por ouvir minha prece e me ajudar.
        Assim seja!”

        Maria Nilceia


Deus, o Criador




Existe alguém que é o ser mais bondoso e poderoso do Universo.
Ele é o criador de tudo o que existe: dos minerais, das plantas, dos animais, das pessoas.
Esse alguém é chamado carinhosamente por todos nós de Deus.
Deus, nosso Pai Maior não nos abandona e está sempre pronto a nos ajudar. Conheçamos agora a história de Zezinho.

Zezinho era um menino de sete anos e muito esperto; mas, tudo era motivo para que ficasse cismado.
Certa tarde, ele estava a passear na praça com sua mãe, a Sra. Alice. 
Vejam o que Zezinho disse:
-Mamãe, quero ver Deus.
D. Alice respondeu:   
-Filho, por enquanto não podemos ainda ver Deus, pois somos seres em evolução. Não estamos preparados para ver Deus.
-Como assim?
-Cometemos ainda muitos erros e Deus é perfeito. Só veremos Deus quando tivermos merecimento.
-Quer saber, mamãe? Acho que a senhora não está dizendo a verdade.
-Não diga isso, filho.
De repente, começou a ventar bastante.
Zezinho exclamou:
-Nossa, que vento!
D. Alice aproveitou a ocasião e disse:
-Que vento, Zezinho? Não estou vendo vento nenhum!
O menino logo respondeu:
-Mamãe, a gente não pode ver o vento, mas ele existe. Veja como nossos cabelos estão balançando! Podemos sentir o vento, mas não o vemos.
-Está vendo, filho? Deus também nós não vemos, mas sentimos.
-Como mamãe?
-Sentimos Deus no coração. Sempre que praticamos o amor e a bondade, Deus se faz presente em nós, dando-nos uma deliciosa sensação de alegria. É assim que sentimos Deus.
Repentinamente, uma menininha de dois anos veio correndo e trombou com Zezinho. Caiu e começou a chorar. O menino, muito preocupado com a garotinha, ajudou-a a levantar, tirou um lenço que carregava no bolso da bermuda, e com carinho enxugou os olhos dela, dizendo:
-Não foi nada. Venha, vou ajudá-la a voltar perto de sua mamãe. E, carregando-a no colo, entregou-a a D. Ana, mãe da menina, que já se aproximava.
Ana agradeceu muito e, beijando o menino na fronte, despediu-se dizendo:
-Obrigada, garoto. Deus o abençoe por ajudar minha filha a levantar!
Zezinho, emocionado, falou à D. Alice:
-Mamãe, acho que acabei de sentir Deus em meu coração... Estou tão feliz por ter ajudado aquela menina! Nunca mais amolarei a senhora, dizendo que quero ver Deus.
A Sra. Alice respondeu:
-Filho, pode ter a certeza que Deus realmente está com você.
E, olhando para o Céu, disse:
-Obrigada, Senhor!


Maria Nilceia

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